A aula invertida é aquela em
que os estudantes precisam fazer uma pesquisa ou leitura prévia, para que na
aula aquele conteúdo seja trabalhado com a mediação do professor, sem que o
tema precise ser apresentado do zero. Na aula invertida, o tema é expandido em
forma de atividades variadas, escritas e orais, que demandam o entendimento do
tema. O professor atua como um guia, um orientador (não mais como um
apresentador de conteúdos).
Mas... e se todas as aulas fossem invertidas? Para quem nunca imaginou uma sequer, essa ideia pode parecer uma loucura. Pois posso dizer com segurança que ter todas as aulas invertidas é uma rotina altamente produtiva e estimulante. Minha certeza vem de experiência própria em um Masters em Educação que fiz nos EUA e na observação da dinâmica dos estudos da minha filha ao longo de três anos no Ensino Médio em New Hampshire (EUA).
Tanto no meu curso quanto no Ensino Médio da minha filha, não houve uma única aula expositiva ao longo de todo esse período. Sim, dá muito trabalho para os estudantes, às vezes muito mais do que estamos acostumados na educação tradicional, pois além de ler e assistir ao material indicado antes, passamos as aulas inteiras trabalhando, produzindo textos, fazendo conexões e trocando ideias com os colegas. Pode ser exaustivo, mas o aprendizado é fecundo e envolve prática de relacionamento interpessoal e trabalho em equipe, o que facilita a empatia.
Na educação tradicional, baseada em aulas expositivas seguidas de testes e provas, os alunos se acostumam a ser passivos, a receber o conteúdo apenas em sala de aula, como se o professor fosse o único detentor daquele saber. Com a metodologia da aula invertida, o conteúdo é extraído de diversas fontes, tanto da internet quanto de livros, e diferentes formatos: textos, vídeos, filmes, fotografias, desenhos, tutoriais, entrevistas, experiências, etc.
A função do professor será selecionar os materiais a serem recomendados e escolher como serão as atividades, se baseadas em questões, em problemas, em projetos, em debates, em encenações ou apresentações. A principal ferramenta nesse processo é o diálogo entre os alunos, mediado pelo professor, e a produção de textos, cartazes, diagramas ou qualquer outra forma de expressar o entendimento do ponto estudado.
O resultado do uso dessas metodologias ativas é o desenvolvimento da capacidade de encontrar informações relevantes, refletir, aplicar o conhecimento adquirido e trabalhar em equipe. A chance de ouvir o ponto de vista dos colegas fará com que o aluno entenda o material de forma multifacetada, abrindo caminho para a criatividade, tão cara à ciência e à criação artística e tecnológica. Garanto que é fantástico porque minha experiência foi completa: como estudante, como pesquisadora e também enquanto mãe observadora.
Mas... e se todas as aulas fossem invertidas? Para quem nunca imaginou uma sequer, essa ideia pode parecer uma loucura. Pois posso dizer com segurança que ter todas as aulas invertidas é uma rotina altamente produtiva e estimulante. Minha certeza vem de experiência própria em um Masters em Educação que fiz nos EUA e na observação da dinâmica dos estudos da minha filha ao longo de três anos no Ensino Médio em New Hampshire (EUA).
Tanto no meu curso quanto no Ensino Médio da minha filha, não houve uma única aula expositiva ao longo de todo esse período. Sim, dá muito trabalho para os estudantes, às vezes muito mais do que estamos acostumados na educação tradicional, pois além de ler e assistir ao material indicado antes, passamos as aulas inteiras trabalhando, produzindo textos, fazendo conexões e trocando ideias com os colegas. Pode ser exaustivo, mas o aprendizado é fecundo e envolve prática de relacionamento interpessoal e trabalho em equipe, o que facilita a empatia.
Na educação tradicional, baseada em aulas expositivas seguidas de testes e provas, os alunos se acostumam a ser passivos, a receber o conteúdo apenas em sala de aula, como se o professor fosse o único detentor daquele saber. Com a metodologia da aula invertida, o conteúdo é extraído de diversas fontes, tanto da internet quanto de livros, e diferentes formatos: textos, vídeos, filmes, fotografias, desenhos, tutoriais, entrevistas, experiências, etc.
A função do professor será selecionar os materiais a serem recomendados e escolher como serão as atividades, se baseadas em questões, em problemas, em projetos, em debates, em encenações ou apresentações. A principal ferramenta nesse processo é o diálogo entre os alunos, mediado pelo professor, e a produção de textos, cartazes, diagramas ou qualquer outra forma de expressar o entendimento do ponto estudado.
O resultado do uso dessas metodologias ativas é o desenvolvimento da capacidade de encontrar informações relevantes, refletir, aplicar o conhecimento adquirido e trabalhar em equipe. A chance de ouvir o ponto de vista dos colegas fará com que o aluno entenda o material de forma multifacetada, abrindo caminho para a criatividade, tão cara à ciência e à criação artística e tecnológica. Garanto que é fantástico porque minha experiência foi completa: como estudante, como pesquisadora e também enquanto mãe observadora.
- Artigo publicado no jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, em 16 de maio de 2025.
Referências
KHAN, Salman. Um Mundo, uma Escola, a educação reinventada. Rio de Janeiro, Editora Intrínseca, 2013.
RESNICK, Mitchel. "Rethinking Learning in the Digital Age", CHAPTER 3. The Media Laboratory Massachusetts Institute of Technology, 2013.
VARENNE, Hervé & MCDERMOTT, Ray. Successful Failure. Boulder, Westview Press, 1998.
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